quarta-feira, 7 de março de 2012

O bastidor do processo contra o Wikileaks

Um dos episódios que marcaram o cenário internacional nos últimos dois anos pode estar chegando a um ponto crucial — e perigoso. Acossado desde abril de 2010 pela vazamento, via Wikileaks, de documentos secretos que documentam atividades criminosas ou armações diplomáticas constrangedoras, o governo dos Estados Unidos está agindo para dar o troco. Seu objetivo é silenciar o site que fez as revelações, encarcerando o jornalista que o anima: Julian Assange.


Os dois movimentos mais recentes desta trama ocorreram nas últimas semanas. Em 22 de fevereiro, o soldado norte-americano Bradley Manning, detido desde maio de 2010, foi indiciado, nos EUA, por “ajuda ao inimigo” e 21 outros supostos crimes. É acusado de ter sido a principal fonte do Wikileaks. Pode ser condenado, por uma corte marcial, a prisão perpétua… mais 150 anos. Desde que o prenderam, submeteram-no ao que um relator da ONU para Direitos Humanos chamou, hoje, em Genebra, de “tratamento cruel, desumano e degradante”. É provável que as condições extremas que lhe são infligidas visem obter algo muito específico.

Em Londres, trava-se outra batalha jurídica. A Suprema Corte do Reino Unido deve decidir, nos próximos dias, se autoriza a extradição de Julian Assange para a Suécia — onde é acusado de estupro, ao que tudo indica sem fundamento (veja nossos textos: 1 2). A decisão atual, emitida em novembro do ano passado, é desfavorável ao jornalista. Se confirmada, é provável que ele permaneça em solo sueco por pouco tempo. Estocolmo e Washington mantêm um acordo mútuo de extradição com escopo amplo, o que facilitaria em muito transferir para território norte-americano a principal referência do Wikileaks.

Na entrevista a seguir, concedida à rede alternativa de TV The Real News Network, Michael Ratner, advogado do Wikileaks nos EUA, estabelece os nexos entre os dois fatos. Ele conta que em Alexandria, estado da Virgínia, já há um júri formado para julgar Assange. Considera que as torturas e ameaças impostas a Manning podem significar uma tentativa de induzi-lo a incriminar seu suposto parceiro nas ações de “ajuda ao inimigo”. O grande objetivo seria silenciar o site que vazou segredos militares e diplomáticos, submetendo seu criador a um castigo simbólico.


Ratner oferece dados expressivos sobre as situações a que Manning foi submetido — tanto após sua prisão quanto antes, enquanto soldado gay e fisicamente desprotegido, no exército. As revelações convidam a pensar sobre o próprio papel dos Estados Unidos. No pós-II Guerra, o país articulou com êxito a defesa da democracia e das liberdades civis, manejando-as como escudos contra o avanço da União Soviética. A partir dos anos 1970, apresentou-se como polo da diversidade e da tolerância, num mundo que buscava alternativas à uniformidade e aos padrões rígidos da era industrial. Que trágica decadência os terá levado a abrir mão de duas bandeiras tão sensibilizadoras, pela defesa de seus interesses mais imediatos? E quem poderá assumir, agora, a defesa dos valores abandonados?

Paul Jay:  Você é um dos advogados de Julian Assange e WikiLeaks e acompanhou a sessão da corte militar que está julgando Bradley Manning. O que aconteceu lá?
Michael Ratner: Bem, como você e seus telespectadores certamente sabem, Bradley Manning é acusado de ser a fonte de grande parte do material que WikiLeaks publicou: o vídeo “Assassinato Colateral”, em que se assiste a um assassinatos frio cometidos no Iraque, os tiros partidos de um helicóptero norte-americano [veja abaixo]; e as centenas de milhares de documentos de guerra sobre o Afeganistão e também sobre o Iraque; e 250 mil dos chamados “telegramas diplomáticos”. E é acusado de ter feito tudo isso aos 22 anos, servindo ao exército. Está agora com 24 anos. Foi tratado com extrema violência, foi torturado durante longo tempo. E agora está sendo mandado para uma corte marcial – em que militares julgam militares. Pesam contra ele 22 acusações, inclusive — e a mais grave de todas — ter cooperado com o inimigo, crime punível com pena de morte. Quanto a isso, os procuradores disseram que não pedirão a pena capital; que querem julgá-lo e condená-lo à prisão perpétua.

Na sessão mais recente desse processo, Manning foi levado ante o juiz, para que se declarasse culpado ou inocente, ou pedisse uma prorrogação. Assisti a essa sessão. Foi rápida, cerca de uma hora, em Fort Meade, perto de Baltimore, a uma hora de distância, mais ou menos do centro da cidade. É uma base militar imensa. Ninguém entra. Meu carro foi revistado. Exigem que você exiba seguro do carro, vários documentos. Se se passa por essa inspeção, entra-se numa fila.

Não se pode levar nenhum tipo de objeto para dentro da sala do tribunal, só papel e lápis. Não se pode usar nenhum tipo de telefone, transmissor, computador, nada. E lá fiquei, naquela sala limpa como quarto de hospital. Havia dez presentes, a maioria, da imprensa. Bradley Manning entrou. É baixo, menos de 1,60m, magro, em uniforme de soldado. Estava ao lado de seu advogado civil (que já foi advogado militar). Sentou-se junto à mesa. E continuava uma sensação estranha, naquela corte antisséptica.

Ali estava aquele homem, acusado de ter revelado quantidades enormes de crimes de guerra cometidos, segundo se sabe, pelos EUA. Eu sentia que ali deveriam estar sentadas as vítimas do que os EUA fizeram no Iraque e no Afeganistão. Mas é claro que não estavam. Ali viam-se, como acusadores, os militares com mais medalhas e condecorações que eu jamais vira numa mesma sala. E o acusado, claro. Acusado de crimes muito, muito sérios.

O juiz é novo, recentemente indicado, e Bradley Manning foi chamado para responder perguntas. A única coisa que se ouviu dele naquela sala foi “sim, meritíssimo”; e “não, meritíssimo”. O advogado falou por ele; pediu uma prorrogação. E marcaram a data para a próxima audiência, que será em março.

Quanto à data do julgamento – os militares querem que seja em agosto. Bradley Manning terá permanecido preso, até lá, mais de 800 dias. Durante esse tempo, foi submetido a tratamento que muitos de nós entendemos que seja tortura: foi mantido completamente nu, numa cela solitária, durante nove meses, até que, afinal, muita gente pôs-se a protestar pelo mundo, e ele foi transferido para a prisão de Fort Leavenworth, no estado do Kansas.

Quanto às 22 acusações, como já disse, são pesadíssimas. Na última audiência, seu advogado, David Coombs, disse que Manning está sendo acusado de tantos crimes exclusivamente porque as autoridades norte-americanas acreditam que ele tenha repassado os documentos a WikiLeaks e supõem que ele conheça algum segredo sobre WikiLeaks e Julian Assange. Querem que Manning conte tudo o que supõem que saiba; não apenas que confesse que passou os arquivos a Assange, mas que diga algo que realmente implique Julian Assange e WikiLeaks.

A ideia geral é que, se houve um vazamento, Manning é responsável; mas ele pode ter apenas passado adiante o material que reuniu. Porém, se Assange o instruiu antes, se disse a ele o que fazer ou como fazer, nesse caso seria possível acusar Assange de envolvimento nos mesmos crimes de que acusam Manning. É isso?
É exatamente isso. Os juízes militares querem provar que Julian Assange participou da conspiração ou que, no mínimo, convenceu e ajudou Bradley Manning a pôr as mãos naqueles documentos. Querem construir um cenário em que Manning e Assange teriam trabalhado juntos desde o começo. Mas Assange não recebeu os documentos apenas de Bradley — e nem sabia de sua existência antes de tê-los visto.

Os EUA estão procurando qualquer vestígio de pelo em ovo, nesse caso, porque os juízes e advogados que estão trabalhando para acusar Manning já sabem que têm um problema. Se não conseguirem envolver Julian Assange e WikiLeaks num caso de conspiração, nada têm para construir uma acusação formal contra Assange. Qual seria a diferença entre Julian Assange e um jornalista; ou entre WikiLeaks e o jornal The New York Times? Todos os dias abrimos o jornal e lemos páginas e páginas de material sigiloso vazado para a imprensa. Mas os EUA precisam manter preso Bradley Manning pelo maior tempo possível, na esperança de que, seja como for, consigam implicar Julian Assange nos crimes de que acusam Bradley Manning.

Foi exatamente o que disse o próprio advogado de Bradley Manning. Por isso é que Manning está sendo tratado de modo tão violento. Sim, ele baixou todos aqueles documentos. E o governo quer puni-lo pelo que fez, quando ainda era soldado. Mas os peixes grandes que o governo dos EUA quer enredar nesse caso são WikiLeaks e Julian Assange.

A imprensa tem discutido a estratégia da defesa. Parece, em primeiro lugar, que Manning estava em estado mental e psicológico tão precário que jamais poderia ter tido acesso a tantos segredos. Ninguém parece interessado em afirmar que se um soldado encontra provas de que se cometeram crimes de guerra, é seu direito e até dever expor o que sabe. A defesa não parece interessada em explorar esse caminho. Estão dizendo apenas que há algum problema, alguma fragilidade psicológica, em Bradley, e que ele deve ser absolvido por causa disso.

San Francisco, 26/6: manifestação pela liberdade de Bradley Manning
Na audiência da semana passada, havia cerca de dez pessoas, entre as quais um homem que esteve preso com o Padre Berrigan[1], nos anos 1970. Imagine só: acho que foi dos primeiros feridos nas manifestações populares daquele tempo. Foi preso e depois acabou por ser posto em liberdade. É do tipo que resiste, dos que nunca desistem, aqueles indestrutíveis militantes pacifistas da resistência contra a guerra. Estava lá, no julgamento de Manning. Ao final da audiência, aquele homem gritou: “E não é dever de todos os soldados denunciar crimes de guerra?!”

Acho que a questão é exatamente essa. É obrigação dos soldados revelar crimes de guerra que presenciem. Isso, em minha opinião, é exatamente o que Bradley Manning fez. Por isso, todos os que cremos que os EUA cometeram inúmeros crimes de guerra, pelos quais tentam não ser responsabilizados, vemos com tanta simpatia a causa de Manning. Assumindo-se que Manning tenha feito o que é acusado de ter feito, ele desempenhou papel muito importante, ao trazer todos aqueles crimes ao conhecimento da população dos EUA.

Mas, como você disse, a defesa parece trabalhar numa via diferente dessa. A defesa de Manning, pelo menos na audiência preliminar, para estabelecer se há provas suficientes para acusar e julgar alguém, optou por uma espécie de defesa psicológica, “em dois tempos”.

Começaram por argumentar que, afinal de contas, havia 3,5 milhões de pessoas, todas com o mesmo nível de acesso a documentos secretos que Bradley Manning também tinha. Foram autorizadas pelos serviços militares e de segurança dos EUA a ver aqueles documentos. O que o governo esperava? Que ninguém, daquelas 3,5 milhões de pessoas, jamais revelasse coisa alguma?

Só para explicar aos que nos ouvem: Bradley Manning tinha o mesmo tipo/nível de acesso a documentos secretos que outros 3,5 milhões de militares e agentes de segurança. A loucura inicial, portanto, parece ser que tantos documentos, hoje apresentados como tão sensíveis, tenham sido expostos a essa verdadeira multidão.

Exatamente. Aqueles documentos eram de nível “secreto” ou inferior. Nada havia, no material divulgado, que fosse top secret. Nos telegramas diplomáticos, não há um só documento classificado como top secret. Há o vídeo “Assassinato Colateral”, importante; mas foi classificado como “secreto”, não é top secret. Por isso, 3,5 milhões de pessoas tinham acesso àqueles documentos. Como se vê, todo o sistema de segurança é fragilíssimo. Assim sendo, a responsabilidade pelos vazamentos é dos serviços militares e de inteligência dos EUA.

De qualquer modo, pouco me preocupa a fragilidade do sistema de segurança. O que me interessa é que, sim, estavam acontecendo crimes. Mas a defesa de Manning começou questionando: se aqueles documentos eram sigilosos e importantíssimos… por que não estavam protegidos adequadamente? Só depois de fixar esse primeiro argumento é que a defesa entrou no campo das dificuldades psicológicas do próprio Bradley.

Bradley é gay, o que não é um problema em si. Mas, pelo que se sabe, foi severamente abusado pelos colegas, desde o primeiro dia de serviço militar, por ser gay e ter baixa estatura. Todos conhecemos esse tipo de violência: Bradley Manning não tinha os atributos que os preconceitos associam ao “soldado modelo”. Sabe-se que o comando no qual estava alistado recebeu várias reclamações, dos chefes imediatos de Manning, que protestaram contra o fato de ele ser mandado para o Iraque. O fato é que o mandaram e, lá, foi posto na sala de computadores onde trabalhou. Sabe-se também que Manning escreveu emails sobre o assunto, e que pesquisou vários sites em que se discutem questões de gênero; que enfrentava problemas de identidade sexual; que considerou a possibilidade de inscrever-se para uma cirurgia de mudança de sexo. Algumas vezes, ao que se sabe, foi encontrado no chão, em posição fetal. Há outras informações desse tipo, no processo.


O que interessa observar é que a defesa de Manning não construiu um argumento político; não disse, até agora, que o soldado tem o direito, se não a obrigação, de denunciar publicamente crimes de guerra dos quais tenha conhecimento. Se o soldado leva os crimes ao conhecimento dos superiores imediatos, e não vê providências tomadas, é preciso denunciar tais crimes, por outras vias. Mas os advogados de Manning não adotaram essa via política de defesa.

Minha opinião é que a defesa está convencida de que o caminho que escolheu é o melhor para Bradley Manning. Eles estão preparando o campo para, no caso de Manning ser condenado, haver fatores que possibilitem requerer reduções da pena.

É possível que a defesa tenha razão. Afinal, é difícil imaginar que uma corte militar de justiça aceite que soldados revelem segredos, em todos os casos em que os soldados suponham que tenha havido crime de guerra.
Foi uma decisão dos advogados que estão defendendo Bradley Manning. Como você disse, se tivessem optado por defesa mais fortemente política, o mais provável é que fossem detonados na corte militar. Mas, se adotassem uma via mais política, conseguiriam mobilizar mais facilmente a opinião pública mundial. Talvez até, num determinado momento, sob forte pressão popular, o governo fosse forçado a conceder alguma espécie de indulto, ou perdão; talvez o governo ficasse em posição de não poder continuar a julgar Manning como criminoso, se as pessoas o vissem como herói. Aqui, já entramos no terreno da pura especulação. Eu talvez, como advogado, preferisse a linha mais política. Mas o advogado de Manning é experiente e está conduzindo as coisas como lhe parece melhor para o réu.

Sou advogado de WikiLeaks e Julian Assange, e todo esse julgamento nos interessa diretamente, por algumas razões muito importantes. Primeiro, como já disse e como o advogado de Manning também disse, o governo está tentando forçar Bradley Manning a testemunhar contra Julian Assange. Manning foi torturado para que dissesse qualquer coisa que incriminasse Assange. Está sendo julgado com a fúria condenatória que se vê naqueles juízes, também para dizer qualquer coisa que incrimine Assange. Vai ser julgado em corte militar marcial, como mais um meio para tentar chegar ao mesmo objetivo. Por tudo isso, o julgamento de Manning é muito importante para nós.

E o julgamento de Manning também é importante porque os EUA estão muito fortemente empenhados em indiciar Julian Assange. Há um Grande Júri, uma corte federal instalada, pronta e à espera, em Alexandria, Virginia. Está constituída e suspensa há um ano. Não tenho tido notícias recentes, mas está aberta e em andamento, lá, uma investigação sobre WikiLeaks. Além disso, todos entendemos que o objetivo dos EUA é conseguir extraditar Julian Assange, seja do Reino Unido se permanecer lá; seja da Suécia, se tiver de voltar àquele país, na sequência de um processo ainda não encerrado, em que foi acusado de abuso sexual e estupro. O objetivo dos EUA é conseguir extraditar Assange, para julgá-lo.

Há alguma razão pela qual seja mais provável extraditá-lo da Suécia do que do Reino Unido para os EUA?
Deixe-me só concluir meu argumento, antes de falar sobre isso, que é muito importante.

Na tentativa para extraditar Julian Assange, um aspecto que a Corte Europeia considerará é como o fundador do Wikileaks será tratado nos EUA. Vão considerá-lo combatente inimigo? É pouco provável, mas é possível. Será posto em cela solitária e torturado, como Bradley Manning, deixado nu, sem poder ver ninguém? Isso com certeza é muito, muito provável, como todos sabemos. Será acusado de crimes para os quais a Lei Antiespionagem [Espionage Act] prevê pena de morte? Tudo isso será discutido na Corte Europeia, que decidirá sobre a extradição de Assange. Por isso, quando se analisa o modo como Bradley Manning está sendo tratado nos EUA, uma das defesas possíveis para Julian Assange será mostrar como os prisioneiros são tratados nos EUA.

Agora, sobre o que você perguntou, acho que será mais fácil extraditá-lo da Suécia. Sei que na Grã-Bretanha (e conheço bem os advogados ingleses de Assange), a extradição não é fácil. Há advogados britânicos especialistas nesse tipo de defesa. Há o caso de um hacker que, muito jovem, invadiu os computadores do Pentágono. Os EUA tentam extraditá-lo há oito anos. E Assange tem muitos apoiadores na Grã-Bretanha.

Na Suécia, o governo é muito mais cooperativo com os norte-americanos do que muita gente pensa. No Reino Unido, o caso acaba de chegar à Corte Suprema, à qual só chegam casos que esta queira julgar. A defesa de Assange foi apresentada a sete juízes. Foi muito forte, com um argumento muito vigoroso. Os advogados ingleses decidiram começar por debater as imperfeições do sistema sueco, uma discussão extremamente técnica. Um procurador sueco expediu o mandado de prisão, de extradição, contra Assange. Nos termos da lei sueca, só um juiz poderia fazê-lo. Não tenho dúvidas de que a corte britânica levará extremamente a sério essa discussão. E tenho esperanças de que Julian não será mandado para a Suécia.

Qual é a base legal, ou precedente — se houver — para que Manning argumente, em sua defesa, que um soldado que descubra provas de que se cometeram crimes de guerra tem algum tipo de obrigação de tornar público o que sabe?
É precedente antigo. Pode-se rastrear a origem desse precedente até os julgamentos de Nuremberg. Há o precedente legal, nos termos da Convenção de Genebra, e também nos termos de nossas leis, nos EUA, de que não se podem nem cometer nem tolerar crimes de guerra. Se você descobre indício ou informação sobre crimes de guerra, você tem o dever legal de dar divulgação ao que sabe. Quanto aos EUA, em sentido geral, o soldado tem o dever de informar o superior imediato na cadeia de comando. Claro que é, na essência, inútil. Conheço vários casos de estupro entre militares, de mulheres que denunciaram ter sofrido estupro, aos superiores militares. E a situação das vítimas só piorou, foram perseguidas. Há casos de mulheres que tiveram de deixar a carreira militar. Imagine no caso de crimes de guerra. É gritar contra uma muralha. Não há saída.

Por tudo isso, não havia qualquer alternativa, para Bradley Manning, além do que fez. Sabe-se pouco — quase só o que foi noticiado — mas, segundo o que todos lemos, é fácil concluir que o problema, de fato, foi aquele vídeo, que mostra a morte de dois jornalistas da Reuters assassinados no Iraque, a partir de um helicóptero norte-americano, e as crianças feridas. Manning viu aquilo. E concluiu que tinha de divulgar.

Além disso, se se examina o que foi vazado, e por que aqueles documentos eram considerados secretos… A maioria daqueles documentos só são considerados secretos porque os EUA querem esconder seus próprios crimes, os procedimentos, as questões em que seus embaixadores envolvem-se, nos países onde atuam.

Fontes: The Real News Network, Vila Vudu e Outras Palavras

Nota do Outras Palavras e Vila Vudu: Michael Ratner é presidente emérito do Centro pelos Direitos Constitucionais (CCR, em inglês) em New York e presidente do Centro Europeu pelos Direitos Constitucionais e Humanos em Berlim. Atualmente, trabalha como conselheiro para questões legais nos EUA, contratado por Wikileaks e Julian Assange.

Ratner foi, junto com o CCR, o primeiro a denunciar a ilegalidade da detenção de suspeitos na prisão de Guantanamo e continua a trabalhar pelo fechamento daquela prisão. Foi professor da Faculdade de Direito de Yale e da Faculdade de Direito de Columbia, e presidente da Associação Nacional de Advogados. É autor de vários livros, dentre os quais Hell No: Your Right to Dissent in the Twenty-First Century America [Proibido! O direito de discordar, nos EUA do século 21] e Who Killed Che? How the CIA Got Away With Murder [Quem matou Che? Como a CIA escapou de responder por aquele crime].

As opiniões de Ratner nessa entrevista são opiniões pessoais, e não envolvem as organizações das quais participa. Seu entrevistador, Paul Jay, é editor senior de The Real News Network, uma TV alternativa canadense-norte-americana, que transmite por internet programação ligadas às lutas por outros mundos possíveis. Vale a pena conhecê-la.

Nota dos Tradutores: [1] Padre Philip Berrigan, padre católico e ativista dos movimentos antiguerra nos anos 1970s. Sobre ele, ver http://en.wikipedia.org/wiki/Philip_Berrigan.

Amanhã: Dia Internacional da Mulher

Corpo de estudante assassinada na BA segue para Manaus

O corpo da estudante amazonense assassinada em Salvador nesta terça-feira (6), foi liberado na tarde desta quarta (7) e já seguiu para Manaus (AM), onde a jovem de 19 anos morava com a família.

A assessoria do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia não soube informar que familiar de Natália Penhalosa Duarte (foto ao lado) esteve no Instituto Médico Legal (IML) Nina Rodrigues, na capital baiana, para autorizar a liberação, que aconteceu por volta das 14h. A estudante foi baleada na testa depois de reagir a um assalto, na praia de Stella Maris.

Ela estava com o namorado quando foi abordada por dois homens, que ainda estão foragidos. Clique aqui e veja o retrato falado dos acusados.

Veja perfil da vítima no Facebook.

Mais no NE10.

Levar 'piropo' todos os dias irritam as argentinas

por Kelly Cristina Spinelli

"Mamita, te chuparia toda", ouviu Ivana, aos 20 anos, quando caminhava apressada por uma rua de Buenos Aires. Maryanne, por sua vez, escutou um sujeito dizer que "adoraria levantar sua saia", quando fazia seu caminho habitual para o trabalho. Amalia sentiu um outro agarrar sua bunda com força, quando se deslocava até a casa do namorado. Luna viu um taxista se masturbar ao volante logo depois de entrar no carro.


Ivana, Maryanne, Amalia e Luna são quatro das diversas mulheres portenhas que compartilharam suas histórias com a organização Atrevete! Hollaback, que há um ano é responsável por um movimento contra o assédio nas ruas de Buenos Aires.

Chama-se "piropo", na gíria local, o tipo de comentário elogioso ou erótico que se faz a uma mulher enquanto ela está caminhando pela rua, que as brasileiras conhecem bem. Quem nunca ouviu um "ô gostosa" ao andar pela rua que atire a primeira a pedra. Para a surpresa geral do mundo masculino, nem toda mulher gosta ou se sente confortável com isso. Inti María Tidball-Bin, responsável pelo Hollaback em Buenos Aires, diz que há pesquisas que apontam que chega a 20% o número de mulheres que sentem medo e mudam seus trajetos corriqueiros por causa do assédio.


O polêmico movimento Hollaback nasceu em Nova York, em 2005, a partir da reunião de algumas dessas mulheres insatisfeitas. Elas consideram que o piropo transforma mulheres em objeto, é comparável a qualquer outro tipo de assédio, e cria um ambiente cultural propício à qualquer ato violento mais grave contra as mulheres.

Nos Estados Unidos, o movimento convoca mulheres a divulgarem suas histórias na internet e até fotografarem com seus celulares os caras que lhes dirigem palavras agressivas. O movimento já existe em países da Europa como Alemanha, França e Inglaterra, e se espalhou por diversos países da América. Canadá, México, Porto Rico, Chile e Colômbia também têm seus representantes.

Na Argentina quase não há fotos, mas a ideia do site é que as mulheres respondam aos comentários ao vivo, caso não gostem, e desde que se sintam seguras para isso. Inti reconhece que piropos podem ser agradáveis ou provocar sorrisos em algumas mulheres e garante que o movimento "não é contra os homens".

O site do Hollaback argentino, ainda assim, diz ser contra todos os piropos, sejam positivos ou negativos. "O assédio nas ruas é indesejado o combatemos. Por quê? Porque o piropo como expressão é, para nós, sempre indesejado. É uma manifestação unilateral de desejo, de intenção, de julgamento, que não pedimos e não nos interessa".

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Nem todo mundo concorda. Em 2009, a Sprite fez um spot publicitário em que dizia às mulheres: "nós sabemos por que você se cuida". Mostrava uma mulher passando pela frente de uma construção enquanto os homens dali lhe dirigiam piropos grosseiros, com faixas pretas sobre suas bocas e um som de "piii" abafando o que diziam. O narrador comentava ao fundo: "não importa quão marcadas são suas curvas, você sempre precisa validá-las com alguém. Quanto mais "piiis" há no piropo, mais você gosta".

Em 2010, um deputado do PRO, Enzo Pagani, fez um projeto de lei pelo qual criaria "O Dia do Piropo", na Argentina, 15 de junho. Ambos provocaram reações ferrenhas das feministas argentinas - inclusive em grupos no Facebook e Twitter anteriores ao Hollaback.

No ano passado, a discussão ficou pior. Juan Terranova , um jornalista argentino, criticou o Hollaback portenho em sua coluna na revista El Guardián, chamando a representante do movimento de "obtusa".

Terranova escreveu que os piropos podem ser artísticos, que é difícil estabelecer limites entre o elogio e o assédio e que Inti deveria se preocupar com temas mais importantes como o assassinato de mulheres ou o aborto. Terminava sentenciando que adoraria encontrar a representante em um vernissage, para tomar um vinho e "cacetear" seu "argumento" (em espanhol, "romperte el argumento a pijazos"). Em seu blog pessoal, disse o jornal Página 12, a palavra "argumento" foi substituída por "bunda".

A Hollaback internacional fez uma campanha contra Terranova. Duas grandes empresas retiraram a publicidade da revista El Guardián e o Instituto Nacional Contra la Discriminación começou a avaliar se as palavras do colunista eram discriminatórias. A revista pediu desculpas e Terranova se retratou em seu blog, dizendo que não tinha a intenção de ofender.

Ao final do mês, o diretor de El Guardián informou que o jornalista não continuaria com a coluna por pedidos dos acionistas da revista. Terranova publicou em seu blog que a coluna foi descontinuada por pressão do Hollaback, que não aceitou seu pedido de desculpas. Discutiu se a reação deveria ter chegado a esse ponto, por ferir sua liberdade de expressão.

De lá pra cá, os ânimos se acalmaram um pouco. No mês passado, uma comediante argentina bastante conhecida, Malena Pichot, levou ao ar no programa de televisão Duro de Domar, um esquete sobre os piropos. Propondo uma abordagem bem-humorada sobre a questão, deu de certa forma sua contribuição para o movimento. Pode ser visto no link http://vimeo.com/36509870.

Fonte: Terra Magazine

Nota do Blogueiro: O título é do Blogue.O original é "Assédio ou elogio? Argentinas lutam contra o piropo".

Eike Batista: 7º mais rico do mundo

O empresário Eike Batista, de 55 anos, ganhou uma posição no ranking de mais rico do mundo, informou a revista Forbes. No ano passado, o brasileiro estava em 8º lugar e agora ocupa a sétima colocação. A lista, divulgada nesta quarta-feira, revela que a fortuna do empresário chega aos US$ 30 bilhões.

Forbes divulga lista dos mais ricos do planeta
No Twitter, Eike Batista comentou a boa colocação. “É uma honra representar o pais mais uma vez no ranking da Forbes. Contente por investir, gerar riquezas e empregos no pais”, dizia o post. Segundo ele, o país merece ter mais representantes nos rankings divulgados pela revista.

Em primeiro lugar ficou o mexicano Carlos Slim. Ele ocupa a posição pela terceira vez consecutiva, com uma fortuna avaliada em US$ 69 bilhões. O valor é US$ 5 bilhões a menos do que em 2011.

O cofundador da Microsoft, o americano Bill Gates, de 56 anos, com fortuna de US$ 61 bilhões, e o investidor e dono da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, com US$ 44 bilhões, estão no segundo e terceiro lugar, respectivamente.

O levantamento da Forbes identificou 1.226 bilionários no mundo, o que representa um novo recorde, com 16 pessoas a mais que em 2011. Juntos, os grandes ricos reúnem uma fortuna total de US$ 4,6 trilhões, frente aos US$ 4,5 trilhões no ano passado.

Veja a lista dos dez mais ricos do mundo, segundo a Forbes:
1. Carlos Slim (México), US$ 69 bilhões
2. Bill Gates (EUA), US$ 61 bilhões
3. Warren Buffett (EUA), US$ 44 bilhões
4. Bernard Arnault (França) US$ 41 bilhões
5. Amancio Ortega (Espanha), US$ 37,5 bilhões
6. Larry Ellison (EUA), US$ 36 bilhões
7. Eike Batista(Brasil), US$ 30 bilhões
8. Stefan Persson (Suécia), US$ 26 bilhões
9. Li Ka-shing (Hong Kong), US$ 25,5 bilhões
10. Karl Albrecht (Alemanha), US$ 25,4 bilhões

PAC 2 investe R$ 204,4 bilhões e conclui ações no valor de R$ 142,8 bilhões

O primeiro ano do PAC 2 teve um alto volume de execução e de obras concluídas: foram R$ 204,4 bilhões executados, o que representa 21% do previsto para o período 2011-2014, que é de R$ 955 bilhões. O valor total das ações do PAC2 concluídas é de R$ 142,8 bilhões. Desse total, R$ 127 bilhões foram realizados em 2011, o que representa 17,9% do previsto concluir até 2014 (R$ 708 bilhões). Os dados demonstram que, tanto em sua execução quanto em entrega de obras, o PAC 2 segue em bom ritmo.

Os valores de pagamento e empenho dos recursos do Orçamento Geral da União (OGU) também atestam a velocidade do programa. Até 31 de dezembro de 2011, foram pagos R$ 28 bilhões, um aumento de 27% em relação a 2010 e de 284% em relação a 2007, primeiro ano do PAC 1. Os recursos empenhados também aumentaram de R$ 29,7 bilhões em 2010 para R$ 35,4 bilhões em 2011, uma variação de 19%. Em relação a 2007, esses recursos cresceram 121%.

Estes são alguns resultados do balanço de um ano do PAC2 que o governo federal apresenta nesta quarta-feira (07/03), às 10 horas, no auditório Wladimir Murtinho do Palácio Itamaraty, em Brasília (DF), com a presença da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior e ministros das pastas que possuem ações vinculadas ao programa.

Desempenho em 2011
Dos R$ 204,4 bilhões realizados em 2011, R$ 75,1 bilhões correspondem ao financiamento habitacional; R$ 60,2 bilhões foram executados pelas empresas estatais; R$ 35,3 bilhões pelo setor privado; e R$ 20,3 bilhões correspondem aos recursos do Orçamento Geral da União (OGU). O Programa Minha Casa, Minha Vida representa R$ 10 bilhões; o financiamento ao setor público, R$ 2,7 bilhões; e a contrapartida de estados e municípios, R$ 800 milhões.

O desempenho das estatais e do setor privado nas áreas de Geração, Transmissão, Petróleo e Gás e Combustíveis Renováveis também acelerou no segundo semestre. Houve aumento de 162% no pagamento realizado por esses setores, em relação ao valor total executado, de R$ 32,5 bilhões para R$ 85,3 bilhões.

Obras concluídas
O Eixo Minha Casa, Minha Vida já contratou nova moradia para quase 1 milhão de famílias, com investimentos de R$ 85,1 bilhões. Entre unidades habitacionais e financiamentos habitacionais, somam-se 929.043 contratações. Só em 2011, foram 457 mil. Nesse eixo, foi concluída ainda a urbanização de 420 assentamentos precários.

Com R$ 33,8 bilhões investidos, o Eixo Energia promoveu a entrada de 2.823 MW no parque gerador brasileiro com a entrada em operação, por exemplo, das usinas hidrelétricas de Estreito, na divisa dos estados do Maranhão e Tocantins (1.087 MW), Dardanelos, em Mato Grosso (261 MW), e as eólicas Mangue Seco 1,2,3 e 5, no Rio Grande do Norte (104 MW) e Cerro Chato I, II, III (90 MW) e Fazenda Rosário, no Rio Grande do Sul (22 MW).

No Eixo Transportes foram investidos R$ 6,1 bilhões para a conclusão de 628 km em rodovias, entre elas as duplicações de trechos da BR-262 (MG) e da BR-070 (GO), e as construções de trechos da BR-158 (MT) e da BR-359 (MS). Também foram concluídas oito obras em portos, como a dragagem dos portos de Itajaí e São Francisco do Sul (SC), Suape (PE) e Rio de Janeiro.

Em Água e Luz para Todos houve investimento de R$ 1,8 bilhão, em 2011. Mais 247.862 famílias em todo o Brasil passaram a contar com luz elétrica; 58 localidades ganharam sistemas de abastecimento de água e foram construídos 31 sistemas de esgotamento sanitário; 214 áreas urbanas passaram a contar com água encanada; e 10 empreendimentos de recursos hídricos foram construídos. O trecho IV do Eixão das Águas foi concluído e a Adutora Limoeiro está em obras.

O Eixo Cidade Melhor concluiu 215 obras de saneamento, entre elas a ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Guarulhos (SP) e outras 13 obras de drenagem em áreas de risco, totalizando R$ 109,4 milhões em investimentos

Ao todo, o PAC2 investirá R$ 955 bilhões. Desse total, R$ 247 bilhões referem-se a obras de maior complexidade que serão concluídas após 2014, como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, a maior em construção no mundo e cujas obras se iniciaram em 2011; a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste; e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Seleções e contratações
Entre os destaques das seleções e contratações realizadas em 2011, estão:

• Em 2011, o PAC 2 selecionou os projetos de metrô em Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Fortaleza e do novo sistema de transporte de Recife e região metropolitana, totalizando investimentos de R$ 11 bilhões para melhorar o transporte público nessas capitais.

• E ainda foram realizadas as seguintes seleções e contratações:

• Das 2.105 Unidades Básicas de Saúde (UBS) selecionadas, 99% já foram contratadas, somando R$ 557,9 milhões em investimentos.

• Em 2011, foram contratadas 99% das 117 Unidades de Pronto Atendimento (UPA), totalizando investimentos de R$ 222,6 milhões.

• Foram contratadas 1.414 ou 91% das 1.507 creches e pré-escolas selecionadas, um total de 6,1 bilhões de investimento.

• 1.421 (91%) quadras foram contratadas na modalidade quadras poliesportivas cobertas, com investimentos de R$ 683 milhões.

• Nas Praças dos Esportes e da Cultura foram selecionados 351 municípios em 27 unidades da Federação, totalizando R$ 870,6 milhões em investimentos.

• A segunda etapa do PAC selecionou também R$ 9,9 bilhões, dos quais R$ 6,4 bilhões já estão contratados, para empreendimentos de saneamento, incluindo esgotamento sanitário e saneamento integrado.

• Foram selecionados empreendimentos de drenagem no valor de R$ 4,2 bilhões. Desse valor, R$ 3,6 bilhões já foram contratados.

• R$ 608,3 milhões foram selecio

Fontes: Ministério do Planejamento e Pernambuco.com

Rally dos Sertões promete trajeto "de cinema"

No 20º aniversário do Rally dos Sertões, os competidores não ganharão nenhum presente, pelo contrário. Com a mudança da prova de estreia para a cidade de São Luís, como parte dos eventos comemorativos pelos 400 anos da capital do Maranhão, os pilotos encontrarão mais dificuldades. A principal delas será o terreno 90% arenoso.

"Esse ano teremos características bem distintas ao que foi visto em relação a 2011. Vai ser uma prova muito dura, com 90% do trajeto de areia Além disso, visualmente, o percurso estará mais atraente, com várias belas paisagens, cânions... Vai ser coisa de cinema", prevê Du Sachs, diretor técnico da Dunas Race.

Para a prova de estreia, que nos últimos dez anos aconteceu em Goiânia, mudar para São Luís foi preciso fazer um levantamento aéreo do percurso, o que durou seis dias e precisou de dois pilotos se revezando a bordo de um avião modelo Cessna Skylane. A segunda fase do planilhamento será feita por via terrestre, incluindo visitas a cidades no roteiro para avaliar o potencial logístico de cada uma para receberem a caravana do maior rali do mundo disputado dentro de um único país.

O Rally dos Sertões, que acontece de 18 a 29 de agosto, partirá da capital do Maranhão com destino à capital do Ceará, cruzando mais quatro estados, totalizando seis nos dez dias de competição.

Fonte: Terra

Edeilson é promovido a TC e assume 3º BPM

por Jesnem Sousa

Na manhã desta quarta-feira o major Edeilson foi promovido a Tenente Coronel e empossado Comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar de Imperatriz-MA, onde as espectativas da comunidade são as melhores possíveis, pois o TC Edeilson conhece muito bem os problemas de Imperatriz.
Jesnem Sousa, titular do Blog da Asmoimp (E) com o TC Edeilson
A solenidade contou, entre outras autoridades, com a presença de vários empresários e autoridades de Imperatriz e Região, contou ainda com a presença do Prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira e o Coronel Franklin, Comandante Geral da PM-MA.

Veja mais fotos no Blog da Asmoimp.

São Paulo: protesto interdita marginal Tietê

Uma nova manifestação de caminhoneiros provoca interdição, na manhã desta quarta-feira, na marginal Tietê. O bloqueio ocorre em uma faixa na região da ponte da Casa Verde, no sentido Castello Branco.
De acordo com informações da Polícia Militar, cerca de 40 caminhões estão no local e a manifestação segue pacífica.

Trânsito lento com caminhões ocupando faixa em São Paulo
Os caminhoneiros realizam várias manifestações desde a última segunda-feira, para protestar contra a decisão da Prefeitura de proibir a circulação de caminhões na marginal Tietê. A restrição vigora de segunda a sexta-feira, das 5h às 9h e das 17h às 22.

Outra forma de protestar contra a decisão foi interromper a distribuição de combustíveis aos postos da cidade, que resultou em crise no abastecimento desde ontem. A Justiça determinou a retomada das atividades.

Crise
O desabastecimento de combustível que atingiu a cidade de São Paulo na terça-feira começa a se espalhar pelos municípios da região metropolitana e também no interior do Estado. A informação é do presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), José Alberto Paiva Gouveia.

“Já identificamos problemas na região de Sorocaba e também nas cidades de Arujá e Santa Isabel, na Grande São Paulo”, informou o dirigente.

Os problemas no abastecimento foram provocados por uma mobilização de caminhoneiros, que interromperam o transporte do combustível para os postos. A categoria protestou contra a decisão da Prefeitura de São Paulo de proibir a circulação de caminhões na marginal Tietê nos horários de pico. O sindicato dos caminhoneiros autônomos pode realizar assembleia hoje para definir se mantêm a paralisação.

Fonte: E-Band

WikiLeaks: Corpo de Bin Laden está nos EUA em vez do mar

O corpo do ex-líder da Al Qaeda Osama bin Laden não foi lançado ao mar como disseram as autoridades norte-americanas, mas levado para os Estados Unidos num avião da CIA, revelou o WikiLeaks ao jornal espanhol Público.

Paradeiro do corpo de Osama Bin Laden é objeto de discussão
E-mails da Stratfor Global Intelligence, empresa privada de segurança conhecida como a «CIA na sombra», aos quais o jornal espanhol teve acesso, revelam que o sepultamento de Bin Laden em alto-mar nunca aconteceu.

Bin Laden foi assassinado por um comando especial das forças norte-americanas em 2011 em Abbottabad, no Paquistão.

Em mensagem classificada como «Top Secret» (superconfidencial), Fred Burton, um dos diretores da empresa com sede no Texas, afirma: «Fui informado que trouxemos o corpo. Graças a Deus». O e-mail tem o título de «OBL», o que o jornal espanhol interpretou como as iniciais de Osama bin Laden.

Na mensagem seguinte, Burton escreve «alpha O corpo está a caminho de Dover, Delaware, n um avião da CIA», adianta o jornal, explicando que «a palavra-chave alpha» significa que a informação é «limitada a uma reduzida cúpula de máxima responsabilidade na agência».

O jornal assinalou que em Dover há uma base da Força Aérea dos Estados Unidos.

«Depois seguirá para o Instituto de Patologia das Forças Armadas em Bethesda», perto de Washington, acrescenta Burton, ex-agente especial do Serviço Secreto Diplomático do Departamento de Estado dos EUA.

Noutra mensagem no contexto de uma conversa entre analistas da Stratfor, Burton revela que «o corpo segue em direção a Dover e já deveria ter chegado».

N outra conversa aponta: «Se o corpo foi lançado ao mar, coisa que duvido, seria um toque muito ao Adolf Eichmann. A Tribo fez o mesmo com as cinzas desse nazi. Nós quereríamos ter a fotografia, o ADN, as impressões digitais, etc... O seu corpo é como a cena de um crime e não concebo que o FBI (polícia federal norte-americana) e o Departamento de Justiça permitissem semelhante coisa».

De acordo com o Governo dos Estados Unidos, o corpo de Bin Laden foi levado de Abbottabad para o porta-aviões Carl Vinson, no mar Arábico, onde seguindo os costumes islâmicos foi lavado e envolvido n um sudário branco, para depois ser colocado num saco carregado com pesos e lançado ao mar.

Fonte: Diário Digital - Portugal

PDT começa a se organizar para eleições de 2012

por Clodoaldo Correa

Fora a disputa com o grupo denominado “Resistência democrática”, a nova Direção do PDT maranhense, agora sob o comando de Julião Amim, começa a se reorganizar e montar a estratégia para as eleições de 2012 em vários municípios.

O partido fará, a partir deste sábado (10), o Encontro Regional de Planejamento Estratégico do PDT, onde se fará um diagnóstico dos municípios para verificar a viabilidade eleitoral dos pré-candidatos do partido nos municípios. Onde não houver viabilidade, a Comissão Provisória Estadual deseja indicar a aliança com outro partido.

A iniciativa vem da orientação da Direção Nacional da legenda, que organiza desde o ano passado Seminários em todo o país. Além da estratégia eleitoral, também será realizada a capacitação de candidatos a prefeito e vereador pelo partido.

O secretário-geral do PDT, Weverton Rocha, afirmou que o mais importante é que o partido se fortaleça nesse momento e não os objetivos pessoais de poder, que acabam enfraquecendo o candidato e o partido. “Um exemplo prático é o município de Santa Inês. Lá, temos como candidato de oposição ao grupo Sarney o deputado Ribamar Alves, com reais chances de vitória.

Porque o partido deve lançar candidato próprio para atrapalhar um candidato com reais chances? É um município onde a aliança é o mais viável. Fortalece o partido estar ao lado de uma candidatura forte”, afirmou Weverton, deixando claro que as alianças pedetistas devem manter a coerência, sendo ligadas a partidos do campo de oposição ao da governadora Roseana Sarney.

Segundo Weverton, os encontros no interior do Estado serão encontros preparatórios para um Grande Encontro, dia 23 de abril, quando será decidido o rumo eleitoral do partido em São Luís. Apesar de ninguém do PDT querer admitir no momento, o partido deve confirmar no Encontro a aliança com o prefeito João Castelo (PSDB) e a indicação do vice na chapa castelista.

Comissão Provisória de São Luís
O novo comando do PDT manterá as Comissões Provisórias formadas ainda na administração Igor Lago nos municípios do interior. Porém, a Comissão de São Luís será formulada. Weverton Rocha explicou que a Comissão de São Luís expirou ainda em novembro do ano passado, e a capital está sem Direção desde então. “Nós fazíamos parte da Comissão estadual e formamos juntos com o Igor as Comissões e vamos mantê-las.

Em São Luís é diferente, pois a Comissão foi formada junto com a Estadual e expirou junto com esta em novembro do ano passado. Ainda este mês iremos definir a nova Comissão”.
Embora o partido não queira declarar ainda quem serão os componentes da Comissão em São Luís, esta deve ter Clodomir Paz como presidente e o vereador Ivaldo Rodrigues como vice. Um é secretário do governo municipal e outro é vice-líder do prefeito na Câmara Municipal. Ou seja, aliança com Castelo garantida.

Encontros:
10/03 – Morros (Região do Munim e Lençóis)
11/03 – Pinheiro (Região da Baixada)
14/03 – Santa Inês (Região Central e Mearim)
15/03 – Caxias (Região dos Cocais e Leste maranhense)
16/03 – Imperatriz (Região tocantina)
18/03 – Balsas (Região Sul)
23/04 – São Luís (Região metropolitana)

Fonte: O Imparcial

Com a colaboração de Sabu, líderes dos Anonymous e do LuzSec são presos

Sabu, um dos mentores dos coletivos hackers, foi identificado como Hector Xavier Monsegur, e foi preso secretamente no final do ano passado, diz reportagem da Fox News.

Sabu era considerado o hacker mais procurado do mundo
Vários membros dos grupos hackers LulzSec e Anonymous foram presos na manhã desta terça (6) com base em informações fornecidas por "Sabu", o misterioso líder do LulzSec que foi secretamente preso no ano passado.

Sabu, principal porta-voz LulzSec, foi identificado hoje pelo site FoxNews.com como Hector Xavier Monsegur, esteve trabalhando como informante do FBI desde sua prisão, em julho do ano passado.

Descrito pela polícia americana como "extremamente inteligente", Sabu, um dos hackers mais procurados do mundo, sempre tomou cuidado de ocultar seus passos na internet. No entanto, após entrar, apenas uma vez, em um serviço de comunicação online (IRC) com seu IP real, ele passou a ser vigiado pelo FBI até ser encontrado. A polícia americana monitorou até sua conta no Facebook.

Os detidos hoje incluem um membro do grupo AntiSec apontado como responsável pela invasão maciça na empresa de segurança Stratfor, em dezembro.

Um agente do FBI em Nova York confirmou as prisões e disse que seis hackers que pertencem aos grupos Anonymous, LulzSec e Antisec foram capturados nos EUA e no exterior.

O funcionário descreveu os presos como "líderes" dos grupos. Segundo a FoxNews, o FBI prendeu dois homens da Grã-Bretanha, dois da Irlanda, e um de Chicago.

Uma acusação listando as acusações está prevista para ser divulgada hoje na Corte dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, diz a FoxNews.

A reportagem descreve Monsegur como um pai de 28 anos desempregado, que aparentemente coordenava milhares de hackitivstas em todo o mundo a partir de um quarto em um projeto habitacional público em Lower Side, bairro de Nova York.

Monsegur, que foi preso pelo FBI no ano passado, se declarou culpado de várias acusações relacionadas a suas atividades e tem cooperado desde então, de acordo com a Fox.

A notícia da prisão de Sabu agitou os tweets de vários membros dos Anonymous, incluindo um que ameaçou com represálias. "A maneira como Sabu & gangue tomou o controle das (operações) Anonops ... vamos retaliar", disse o tweet.

Fonte: Mídia News

Acusado de envolvimento na morte de Renato Moreira é condenado

Aconteceu nessa terça-feira (6) o julgamento de mais dois acusados de envolvimento na morte do prefeito de Imperatriz-MA, Renato Cortez Moreira. Foram julgados Antonio Conceição Silva e Edmilson 'Consol' Alves Brandão. O crime aconteceu em 1993.

Antônio Conceição, jamais
encontrado, foi condenado
a 16 anos e 7 meses
Dos dois, que foram julgados mesmo sem a presença deles diante do Tribunal do Júri Popular, apenas Antonio Conceição da Silva foi condenado. Ele recebeu a pena de 16 anos, 7 meses e 15 dias, sentença proferida pela juíza titular da Vara de Execuções Penais, Samira Barros Heluy. Quanto a Edmilson Alves Brandão, o “Consol”, foi absolvido por falta de provas suficientes, conforme o que ficou definido pelo Corpo de Jurados.

A defesa dos acusados coube aos advogados Farnézio Pereira dos Santos e Jorge Gonçalves, enquanto que a acusação esteve a cargo do promotor de Justiça Domingos Eduardo da Silva.

O próximo da pauta acusado de envolvimento na morte de Renato Moreira a ser julgado é Geraldo João da Silva. O julgamento acontecerá na próxima terça-feira (13).

Por acusação de envolvimento nesse crime, já foram julgados Antonio Sousa, o Souzão, que cumpriu pena; Arnaldo Chaves, que morreu vítima de acidente depois de ser beneficiado com saída temporária e estar se dirigindo de São Luís para Imperatriz; Salvador Rodrigues, condenado a 18 anos e 9 meses de reclusão, mas respondendo em liberdade, e agora Antonio Conceição da Silva, condenado a mais de 16 anos, e Edmilson Alves Brandão, o Consol, que foi absolvido.

Fonte: O Progresso - Expressão Regional

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Após Defensor de Antônio Conceição, agora, acontece a defesa de Edmilson Consol
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Não teria sido melhor deixar tudo como estava?

por Miosótis Lúcio

Afinal de contas, o que é o feminismo?

Excelente dica para refletirmos neste dia internacional da mulher, o vídeo A vovozinha e o feminismo* retrata, de forma envolvente e emocionante, a história do feminismo no Brasil, contada por mulheres que participaram ativamente do movimento.

Como as vovozinhas viveram o feminismo nos anos 70 no Brasil e como enxergam esse movimento nos dias de hoje?

Quais foram as grandes e verdadeiras conquistas, e de que forma as mulheres lidam com esta herança?

Assista ao Vídeo e entenda essas questões e saiba definitivamente que Não! Não teria sido melhor deixar tudo como estava!

Garcia Márquez: 85 anos sem solidão

O Nobel de Literatura colombiano Gabriel García Márquez completou 85 anos de vida nesta terça-feira (6) e foi celebrado por figuras da literatura, música e política. No Twitter, o presidente do México, Felipe Calderón, o parabenizou pela data e agradeceu por seu carinho ao país, onde vive há décadas.

Escritor nesta terça-feira (6), na Cidade do México, onde vive há décadas
"Gabriel García Márquez é um dos escritores mais queridos pelos mexicanos, nos honra sua relação com este país. Feliz aniversário, Gabo!", postou.

Os familiares também não esqueceram do aniversário. Por telefone, seu irmão Jaime, que mora na Colômbia, também prestou sua homenagem. "Estamos contentíssimos. Hoje vamos festejar até a bebedeira", disse por telefone, minimizando o fato de a saúde do escritor aparentemente tê-lo levado a aparecer cada vez menos em público - a última vez foi um ano atrás, na inauguração do Museu Soumaya, do magnata mexicano Carlos Slim. "Gabriel está bem e, felizmente, vamos tê-lo por muito tempo".

Há anos Gabriel se mudou de seu país natal para a Cidade do México, onde esteve também nesta terça, segundo sua assistente Mônica Alonso. "Ele passou muito bem o dia. Esteve tranquilo em sua casa, apesar de não ter ocorrido nenhum evento especial. Não recebeu visitas, mas, sim, muitas ligações", garantiu.

Em 1982, García Márquez foi o primeiro colombiano a receber o Prêmio Nobel de Literatura por sua obra.

Fontes: AFP e Terra

São Luís sedia Conferência sobre transparência e controle

por Welliton Silva

Às 10h de ontem, 06, a 1ª Conferência Estadual sobre Transparência e Controle Social foi aberta em São Luís pelo governador em exercício do estado Washington Luiz. As quase 1000 pessoas presentes ao Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana puderam sentir o quanto este trabalho grandioso, que foi realizado desde outubro de 2011, é importante para que tenhamos uma sociedade melhor.

Abertura da 1ª Conferência de Controle Social em São Luís-MA
A aspiração de todos os delegados, convidados e observadores é a de que a Consocial vai ser um marco histórico para a cidadania no Brasil. "O povo brasileiro já internalizou definitivamente o controle social e a transparência na gestão pública como sendo valores indissociáveis em sua relação com o poder público", afirmou um dos participantes.

Abertura
Na palestra Magna, proferida pelo Dr. Mário Vinicius Spinelli, que é Secretário de Prevenção e Controle Interno da CGU, ficou uma convicção, a de que o cidadão tem um momento grandioso para reescrever a História.

Após a solenidade de abertura, se revezaram na condução do processo conferencial Angela Bertoldo (CGU), Ielma Rezende (CGE), Fábio Alex Melo (TCE), Virna Teixeira (Seeduc), Marcelo Vieira (Presidência da República), Doraci Reis (AMPEM) e Welliton Resende (CGU).

Os conferencistas apresentaram a metodologia a ser utilizada na consocial e, além disso, fomentaram a discussão dos quatro eixos temáticos dando uma grande contribuição ao aprendizado de todos.

'Super Terça' prolonga a vida dos republicanos

A ''Super Terça'' desmentiu sua fama depois que as eleições primárias em 10 estados acabaram não coroando um candidato republicano para as presidenciais de novembro.

Ao contrário, a espetacular maratona de votos deixou Mitt Romney praticamente na mesma posição em que estava, como o favorito condenado a superar um difícil mês de março para conquistar seu prêmio final: enfrentar o presidente Barack Obama nas urnas.

Romney conseguiu uma maioria de seis estados, mas não conseguiu se livrar de seus adversários Rick Santorum e Newt Gingrich, e expôs novamente os aspectos fracos que prejudicam sua campanha à indicação.

Mais uma vez, o favorito republicano fracassou em sua tentativa de cativar a base conservadora de seu partido. Mais uma vez, Romney gastou milhões de dólares em propaganda, mas não conseguiu definir uma campanha.

Pesquisas de boca de urna no crucial estado de Ohio mostraram, além disso, que o multimilionário capitalista continua lutando para conectar-se aos eleitores da classe média e trabalhadores.

Apesar disso, a ''Super Terça'' deixou poucas dúvidas aos analistas de que Romney será o republicano que tentará impedir um segundo mandato de Obama na Casa Branca.

"Acho que a longa luta para a indicação continua para Mitt Romney", afirmou Dante Scala, professor de Ciências Políticas da Universidade de New Hampshire.

Romney já recebeu vários golpes, mas pelo menos pode considerar-se um sobrevivente. Agora pode, além disso, ufanar-se de ter vencido as primárias na Flórida e Ohio, dois estados que mudam de preferência eleição para eleição, e onde os republicanos precisam vencer para ambicionar a Casa Branca.

"Acho que Romney é favorito por exclusão", opinou Bruce Buchanan, professor de governo na Universidade de Texas.

"Acho que ouviremos ainda a defesa de alguns republicanos quanto a outros candidatos e vamos saber se tudo isso cairá por terra".

Mesmo sem cifras definitivas ainda, Romney assegurou na terça-feira uma vantagem nos únicos números que contam, o de delegados para a Convenção Nacional republicana de agosto.

O ex-governador de Massachusetts provavelmente superou de forma folgada os 300 delegados, muito à frente dos obtidos por Rick Santorum, na corrida pelos 1.144 delegados necessários para a indicação.

Romney ganhou em Ohio, Idaho, Massachusetts, Vermont, Virgínia e Alasca, enquanto Santorum venceu no Tennessee, Oklahoma e Dakota do Norte. Gingrich ganhou apenas em seu estado natal, Geórgia.

Mas o fracasso de Romney no Tennessee foi uma decepção, já que uma vitória neste estado teria permitido alegar que, apesar de ser moderado, é capaz de atrair os ativistas conservadores em um estado tradicionalmente republicano.

Do mesmo modo, Santorum também não conseguiu transcender seu eleitorado conservador e religioso, perdendo por estreita margem em Ohio, um campo de batalha muito complexo, onde tentou mostrar-se como um candidato viável para a eleição geral.

Os esforços de Santorum por apresentar-se como um genuíno oponente de Obama também fracassaram.

Os eleitores, cuja prioridade é eleger um candidato capaz de derrotar Obama, favoreceram Romney com 53% contra 27% em Ohio, segundo pesquisas de boca de urna da CNN.

Mas houve sinais preocupantes se os números de Romney se aprofundarem em Ohio, estado-chave nas eleições presidenciais.

Ele captou a maioria de seus votos entre os setores com maior renda, segundo as pesquisas, mas perdeu para Santorum com os eleitores da classe média, os que ganham entre 50.000 e 100.000 dólares por ano e os que recebem menos de 50.000 dólares.

Isto poderá ser um problema na eleição geral, ante uma campanha populista de Obama que apresente Romney como o porta-voz de uma economia injustamente inclinada para os muito ricos.

A ''Super Terça'' se converteu num microcosmo de toda a campanha republicana: Romney era o pré-candidato mais forte, com limitações, incapaz de liderar de forma indiscutível uma disputa carente de um candidato que una o partido.

Este fato preocupa os republicanos, que temem uma campanha complicada, dominada por temas sociais que provavelmente afugentará os eleitores moderados, e que prejudicaria muito as possibilidades de um eventual indicado para enfrentar Obama.

Fontes: AFP e JB Online